eokiko

Angela Azevedo, assessora de imprensa (Noir Comunicação Total)Belo Horizonte , MG - Brasil,

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Friday, August 05, 2005

ESTE BLOG MUDOU DE ENDEREÇO

O novo é http://angelanoir.blogspot.com

Sunday, July 17, 2005

Gatinhos

O ron ron do gatinho

O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença - é carinho.

De Um Gato Chamado Gatinho,
livro de FERREiRA GULLAR.
.
Para Francisquinha

Monday, July 11, 2005

Vou voltar a escrever no e o kiko!
Por enquanto...
.
A ex prefeitura (uma parte dela no Redentor após show do Pato Fu).

Thursday, May 19, 2005

mega hiper show do SKANK!
.
Eu e o Dr. Geraldo do Igam no show do Skank!

Sunday, March 13, 2005

Agora só falta vc!!!!!!!

E aí Thedy?

Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhoto, João Gilberto, Paulinho da Viola, Francisco Alves, Elza Soares, Jamelão, Betânia, Gal e Elis. Estrelas da nova e da antiga geração já pagaram seu tributo a um dos mais importantes nomes do samba-canção: Lupicínio Rodrigues.

Inventor da dor-de-cotovelo - não aquele sentimento antigo, mas sim a dor física causada por apoiar-se demais em balcões atrás de uma bebida para chorar as dores de amores como todo bom boêmio - o cantor/compositor deixou como legado um sem número de canções que exaltavam a paixão, a dor e a perda.

Quarto filho de um total de 21 crianças, Lupicínio - ou Lupe, como era chamado - nasceu em Ilhota, bairro pobre de Porto Alegre, a 16 de setembro de 1914. Reza a lenda que chovia tanto no dia que a parteira foi obrigada a chegar à casa com a ajuda de um barco. O pai, funcionário público, admirava gente letrada e logo pôs a criança na escola. Distraído, o pequeno Lupicínio passava boa parte da aula a cantarolar.

Aos 14 anos, Lupe compõe para o cordão Prediletos Carnaval, sua primeira canção. Tão precoce como o hábito de escrever música, o jovem compositor abraçou a boemia, a bebida e as serenatas. Na tentativa de cortar o mal pela raiz - sem desconfiar que o filho nascera para cantar sobre aquela vida - o pai de Lupicínio obrigou-o a alistar-se (como "voluntário") no exército. Ele tinha apenas 15 anos.

Lupe, no entanto, não seria desviado de seu destino. Noel Rosa, uma de suas maiores influências, já dissera que o menino tinha futuro. Em 1933, transferido para Santa Maria e promovido a cabo, conheceu Iná, mulata que seria musa inspiradora de sua obra. Noivos por cinco anos, o casal não conseguiu subir ao altar porque a família da moça não aceitava a boêmia - mais uma vez ela! - de Lupicínio.

De volta à capital gaúcha e livre o exército em 1935, trabalhava como bedel na faculdade de Direito quando venceu um concurso musical da prefeitura em comemoração ao centenário da Revolução Farroupilha. A música Triste História era uma parceria com Alcides Gonçalves, que também cantou Pergunte aos meus Tamancos, outro sucesso da dupla.

No final dos anos 40, Lupicínio se casa com Cerenita Quevedo de Azevedo, que conhecera na infância e com quem passaria o resto da vida. Na mesma época abriu uma churrascaria, o primeiro de vários empreendimentos na vida noturna de Lupicínio. Lá ele podia exercer a boemia como se estivesse em casa. Os anos 50 trouxeram para Lupe um importante presente, a intérprete paulista Linda Batista eternizaria Vingança como maior sucesso do compositor. Na mesma época, ele passa a cantar suas próprias músicas com o álbum Roteiro de um Boêmio. Em 59, o Grêmio Futebol Porto-Alegrense ganha seu hino pelas mãos de Lupe.

Na década de 60 Lupe foi gravado por Elza Soares, mas logo seu nome caiu no esquecimento. Seria por pouco tempo, no entanto. Entre o final dos 60 e início dos anos 70, o "mestre da dor-de-cotovelo" seria recuperado por grandes nomes da MPB, regravado e homenageado. No auge de tanta celebração, e logo após gravar o LP Dor de Cotovelo, Lupe deixou o mundo em 27 de agosto de 1974.

As dores de amores e a dor de cotovelo não são novidade e já foram cantadas por muitos, tendo virado até lugar-comum. Lupicínio, no entanto, soube como ninguém - talvez por ter vivido o que cantava/compunha - musicar clichês e torná-los sublimes.

Angela, esperando, as vezes sentada, as vezes em pé, o lançamento do Loopcínio de Thedy

Monday, February 28, 2005

Salve Drexler!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E dá-lhe Drexler
Equipe de "Diários de Motocicleta" critica escolha de Antonio Banderas para cantar música do filme no Oscar
Da Redação
Divulgação
Cena de Diários de Motocicleta, de Walter Salles

A equipe do filme "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles, criticou, por meio de um manifesto, a decisão de a Academia de Artes e Ciências de Hollywood ter escolhido o ator espanhol Antonio Banderas para interpretar a música "Al Otro Lado del Río" na cerimônia do Oscar, neste domingo, dia 27.

Banderas cantará a música acompanhado do guitarrista Carlos Santana, mexicano naturalizado norte-americano.

A música, composta e interpretada pelo uruguaio Jorge Drexler, é uma das duas indicações de "Diários" ao Oscar e a primeira música escrita e cantada em língua espanhola a disputar o prêmio. O filme também concorre na categoria roteiro adaptado.

A nota da equipe do filme _assinada pelos "criadores e amigos de 'Diários de Motocicleta'"_ deveria ser enviada oficialmente à imprensa amanhã (25), mas chegou aos meios de comunicação hoje, escrita em espanhol.

No comunicado, a equipe do filme se diz "surpresa" com a ausência do convite para Drexler interpretar sua própria música na cerimônia no Kodak Theatre em Los Angeles.

"Essa decisão unilateral dos produtores de TV que transmitem o Oscar foi tomada sem consultar o artista que criou 'Al Otro Lado del Río' ou aqueles que trabalharam no filme por muitos anos. Além disso, os produtores optaram por não escolher nenhum artista oriundo do continente retratado em 'Diários de Motocicleta'", diz trecho da nota. O filme percorre diversos países da América do Sul.

Por isso, a equipe do longa "expressa uma profunda insatisfação por aquilo que parece ser não apenas eticamente, mas também esteticamente inaceitável. A decisão que nos foi imposta não é apenas um desrespeito ao artista como autor, mas também mostra um profundo desconhecimento das matizes culturais e diferenças que existem em nosso continente [América do Sul]".

A reprovação da equipe do filme "já visto por mais de 10 milhões de pessoas em todo mundo" vai mais fundo e chama os organizadores do Oscar de "ignorantes": "Ao tomar decisões baseadas unicamente em valores de mercado, sem nenhuma consideração às matizes culturais em jogo, os produtores do prêmio da Academia levaram essa distorção [a ignorância sobre quem são e de onde vêm os sul-americanos], seja de modo deliberado ou inadvertidamente, um pouco mais longe, e, assim fazendo, demonstraram, lamentavelmente, uma extrema ignorância e desprezo pela natureza do trabalho, sua voz e o que ele comunica."

Leia abaixo a íntegra da carta-manifesto:

Da equipe e amigos de "Diários de Motocicleta"

"Diários de Motocicleta" é um projeto que demorou cinco anos para se tornar realidade. Durante esse período, atores e técnicos vindos principalmente da Argentina, Chile, Peru, México, Uruguai e Brasil compartilharam o sonho coletivo de explorar as raízes de nosso continente.

Produzido de forma independente pela companhia de Robert Redford, a South Fork, "Diários de Motocicleta" é baseado nos diários escritos por dois jovens argentinos, Ernesto Guevara de la Serna e Alberto Granado, em sua primeira viagem através da America do Sul. "Diários de Motocicleta" já foi visto por cerca de 10 milhões de espectadores em todo o mundo. O filme recebeu mais de 40 prêmios e/ou indicações internacionais, incluindo sete indicações ao BAFTA , assim como indicações para o César francês e o prêmio Goya, da Espanha, e duas indicações para o Oscar. Recentemente, "Diários" ganhou o Goya de Melhor Roteiro Adaptado, o Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro da Associação de Críticos de Londres e dois prêmios no BAFTA, de Melhor Filme em língua não inglesa e Melhor Música.

Uma das indicações ao Oscar foi dada a canção do filme, "Al Otro Lado Del Río". Composta e interpretada por um brilhante artista uruguaio, Jorge Drexler, a música fala das escolhas éticas e morais que o jovem Ernesto Guevara fez ao se confrontar com as desigualdades políticas e sociais da América do Sul.

Essa é a primeira vez que uma canção escrita e interpretada em espanhol foi indicada para um Oscar. No entanto, para nossa grande surpresa, fomos recentemente informados de que Jorge Drexler não seria convidado a interpretar a canção que ele criou e interpretou para "Diários de Motocicleta". Essa decisão foi tomada de maneira unilateral pelos produtores de TV do show do Oscar, e a sua substituição foi implementada sem uma consulta prévia ao artista que criou "Al Otro Lado Del Rio".

Nós, que estivemos tão intensamente envolvidos com a criação e realização de "Diários de Motocicleta", gostaríamos de expressar nossa insatisfação com o que parece ser eticamente inaceitável para nós. A decisão que nos está sendo imposta não é somente desrespeitosa com o artista como autor. Ela também demonstra um completo desinteresse pelas diversas matizes culturais que existem em nosso continente.

No processo de realização deste filme, fomos percebendo que a ignorância em relação à quem somos e de onde viemos está na base de muitos de nossos problemas estruturais. A forma como a nossa cultura é continuamente mal representada fora das nossas fronteiras é parte dessa equação. Ao tomar uma decisão baseada nos valores de mercado, sem nenhum respeito às especificidades culturais em jogo, os produtores do show de TV levaram deliberadamente, ou inadvertidamente, - essa representação equivocada um degrau além. Ao fazerem isso, demonstraram desrespeito pela natureza do trabalho de Drexler, por sua voz e o que ela representa.

"Diários de Motocicleta" é sobre aquilo que nos distingue, e não sobre aquilo que nos trivializa. É irônico que um dos aspectos artísticos do filme esteja sendo desrespeitado no mesmo momento em que estaria sendo supostamente honrado. Nós que estivemos e estamos, direta ou indiretamente, envolvidos com este filme refutamos essa decisão.

Finalmente, gostaríamos de ressaltar que Antonio Banderas, a quem caberá finalmente interpretar a canção, sempre se portou de forma extremamente ética conosco, e mais especificamente com Jorge Drexler.
Salve Jorge Drexler!

Thursday, February 24, 2005

kilos a mais que-los a menos

Tentar continuar seguindo, perseguindo, caminhando, com os dois pés cansados, pés que igual a ombros carregam o peso do peso, o peso de quem há algum tempo já entregou pra não sei lá o que e pra quem, a vontade de acordar. O peso que pesa em gramas, litros, o peso que não despista a balança, o peso pesado de vontade de nem ter vontade de nada. Quer peso maior que este?
Uma “musiquinha” consola, uma cervejinha distrai, um “vai pra puta que o pariu” nunca proferido alivia. O peso e o fiel da balança lá imóvel.
Assim como você, pateticamente imóvel, sem vontade de tirar o peso de onde quer que ele esteja. Um peso duas medidas, um peso pesado, um Maguila na sua vida, sentado na sua cabeça. Te afundando pro chão. Sem estrelas, sem “glamour”. O peso dos anos que ao invés de aliviar não, aumenta. Sem sossego.
O peso dos pesos! Levantamento de pesos, quantas pessoas fazem isto todo dia, initerruptamente. O peso da balança e seu fiel.........
angela over weight