eokiko

Angela Azevedo, assessora de imprensa (Noir Comunicação Total)Belo Horizonte , MG - Brasil,

My Photo
Name:
Location: Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil

Monday, January 31, 2005

Muito bom

Cópia da cópia...

O COLLANT VIROU BODY

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rimel virou mascara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anticeptico bucal
Ninguém mais vê
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo
A paquera virou pegaçãoo
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O album de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.
Inclusive de notar as diferenças

Angela de ano novo!


Friday, January 28, 2005

Como o ano só começa depois do carnaval, então vou comemorar meu ano novo

Ninguém melhor que Drummond para começar o ano, passou meu aniversário, ficou na memória o desfile do Ronaldo Fraga. E o novo ano começa, daqui a pouco, depois do carnaval:

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade


angela, sem confetes, mas com serpentinas!

Thursday, January 27, 2005

Deletar

Acabei de deletar o Dona Nair, grande bobagem, Dona Nair era um equívoco. A Noir nem tanto.
Um Chico Buarque, que ficou guardado no fundo de minha memória, se é que ainda cultivo alguma. Ninguém melhor que o doce Chico. Ando escutando muita porcaria ultimamente.

Roda Viva
Chico Buarque


Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração


angela que a ultima vez que viu o sol nascer, estava bebum

Tuesday, January 25, 2005

Lurdinha e eu

Vamos encontrar com o super mega bafo FV
Aguardem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Angela e Lurdinha chiquerrímas de RF!

Thursday, January 20, 2005

Pra não dizer que não falei de flores!

"Já disse de nós.
Já disse de mim.
Já disse do mundo.
Já disse agora,
eu que já disse nunca.
Todo mundo sabe,
eu já disse muito.

Tenho a impressão
que já disse tudo
E foi tão de repente" - Paulo Leminski
Ou ainda: "Não me venha vender loucuras porque eu já tenho o suficiente" de Jack Nicholson em Melhor Impossível

Angela que copiou do orkut da Lud

Delicadeza e cordialidade = Ronaldo Fraga

Todo mundo e ninguém
Tem clima de delicadeza, cordialidade,
preciosidade, marcação do tempo,
perseguição ao tempo, atemporalidade.
Tem toque de tecidos em extinção.
Tem gosto de flan de graviola.
Tem memoria, cor de ironia, cor de humor.
Tem sensação de "lugar-algum", "lugar-comum
e de nenhum lugar.
Tem arroubos de história de amor.

.

José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Vou falar da delicadeza, que ficará para sempre em minha memória e no meu coração do desfile de Fraguinha, mas não hoje, estou autista!

Monday, January 17, 2005

Para amenizar

Beatles é claro!!!

There are places I remember
All my life though some have changed
Some forever, not for better
Some have gone and some remain

All these places have their moments
With lovers and friends I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all

But of all these friends and lovers
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new

Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you more

Though I remember I’ll never lose affection
For people and things that went before
I know I’ll often stop and think about them
In my life I’ll love you more

In my life I’ll love you more

angela, that's all


Sunday, January 16, 2005

O balanço

Poderia ser em inglês swinging mas não sei se tem o mesmo sentido, ou o duplo como quero, vou verificar com David.
Engraçado que não fiz isso aos 50 anos. Resolvi escolher um número impar, assim com acho que sou.
Várias coisas se repetem quando você chega a uma certa idade: nada de muito novo acontece, apenas algumas constatações. Reencontrar um antigo “amor”, que agora já não faz mais diferença. Apenas a delicada lembrança do ato gentil de alguém abrindo a porta do carro pra você, ou pagando sua conta...Isso é bom, mas já passou. A lembrança do beijo roubado é genial, bom para exercitar a memória, que já cansada não faz muito esforço para lembrar mais. Lembra sim que não foi o seu grande amor.
No suave balanço, um escorregão. Uma querida amiga, que já não te vê como tão boa amiga assim, te despreza e você sabe, lá no fundo, ou na mais simplória e rasteira sabedoria, que sua querida amiga está sofrendo mais do que você e você, nada: balança. Swimming pool.
Você vê que seu grande negócio, é grande, é reconhecido, mas não passa de um filme Noir, assim meio sem recursos e vira cult. Pelo menos algumas pessoas, que por lá passam, aprendem a fazer um bom filme. Mas a verba continua escassa.
Você corre para um lado, corre para outro, às vezes querendo ficar balançando no parque e rindo com suas filhas mas não dá. O balanço agora é outro, na verdade, sempre foi. Mas uma escapadinha não faz mal. Umas cervejinhas no “balaio de gatos”, que é sua vida, sempre faz bem.
Uma roupa nova, a expectativa de ver Drummond “cantado” por Fraga te dão uma amenizada, rápida, mas tensa, o mês de janeiro é lindo apesar do sol e da chuva, afinal é o mês em que nasci, e eu adoro estar viva. Mas ainda não paguei o salário das meninas, o aluguel da sala, do apartamento, as contas que pipocam forever, e o balanço: Que irresponsabilidade ir a um desfile! A matrícula da Uiara ainda não foi feita, o salário da Lud está atrasado. E eu trocando de balanços e voando para São Paulo. Tudo bem, ganhei as passagens de Banis, a roupa de Fraga, mas o balanço parece estar ruindo as cordas, vou aterrissar rápido. Tem que ser. Ninguém mais abre a porta do carro pra mim, muito menos paga minhas contas.
Ainda tem a sensação de estar sendo usurpada duplamente por meus queridos irmãos, não, não é uma alusão ao filme biográfico de Joan Crawford “Mamãezinha querida”. Eu realmente amo o Marco e o Marcelo, ajudei a cria-los. Sei de suas angústias, assim como eles sabem das minhas. Mas o Fábio que sempre foi o mais distante, só geograficamente falando, está fora da carta de baralho que só os dois sabem jogar. Não sei jogar cartas, gostaria de aprender o tarô, mas não lido bem com jogos, apesar de sempre vence-los. Vou ter que ser torre e rainha neste jogo específico.
Ah, ainda tem a tão proclamada saúde que ao brindar desejamos para todos. Remédio para pressão (que pressão!) remédio para emagrecer, para ajudar a pressão, remédio para dormir e parar de pensar um pouco, remédio para artrose da perna, que um dia quebrada nunca mais viu um salto! Andar de salto às vezes faz falta. E uma “fisioterapiazinha” básica. Os dentinhos, esses terão que esperar! É muito homem de branco para eu suportar, prefiro os MIB´s.
Ainda tem uma certa tristeza que o Pipi está passando, e que acaba sendo minha também. Gosto muito deste querido amigo. Tem o “bafo” da Fiat, que é preciosamente amigo, mas que não desocupa a moita e me deixa aflita para realizar mais um “Comida de Buteco”, e tirar um pouquinho o pé da lama.
Ah, o Laminha “sommelier” do Aurora que no dia do meu aniversário, junto com Maurinho levou o Aurora para o Dalva. Acho que é disto que preciso, flores: não uma coroa ou de plástico, flores no meu balanço, para ficar parecendo com filmes americanos, que amo tanto. Salvo Amelie, que é francês e é lindo, assisti de novo com Uiara um dia desses, me alegrou o coração, gostaria de sair do balanço e assistir a mais e mais filmes, como fazia com minha mãe. Alegre constatação de tudo isto é que você tem sempre idade para lembrar de um colinho, no balanço. Vou ouvir Lupicínio mais tarde, na voz de Thedy. Isso também me deixa feliz, afinal, tem um pouco de mim neste disco.
Metida como sou, não preciso de salto para descer dele. Nunca desço do meu salto alto. Vou para o México agora, eu o anão da Amelie, Ui, David , Lud e Bob. Arriba!!!!!!!

Ângela, tentando começar 2005

Tuesday, January 11, 2005

Cotonete pra limpar umbigo

Já há algum tempo estou engasgada, com algumas pequenas coisas que acontecem em minha vida e eu acabo não tomando providencia, ou por falta de saco, ou por achar que não vale a pena, ou por pura covardia mesmo. Ontem, num jantar para very few people na casa de Ronaldo Fraga, atentei para o objeto de minha besta angústia.
Será que vale preocupar com gente que não sabe ser gentil? Que não convive com a delicadeza de um Drummond? QUE NÃO CONVIVE COM A PRÓPRIA DELICADEZA?

Enchi o saco de gente umbigo, tipo ou não cortou o cordão, ou só enxerga o próprio, dá na mesma. Às vezes desejo um tisunami na cabeça destas pessoas, não, não seria gentil – grosseiro. Por essas e por outras penso se devo ou não escrever, falar ou enfrentar estas babaquices, as minhas e as deles, os ingratos. Ou gratos, pela falta de noção total... Pessoas umbigo. Sou um pouco um pouquinho melhor que isso, Fraga me mostrou isso ontem. Eu até já sabia, mas esta tal de baixa estima é f....

Angela que vai para o SPFW!

agora é pra valer.

Criei este blog em 21/07/2004. Não postei nada, agora, vou passear by myself nele,o compromisso é só comigo, e isto é bom,pois comigo eu lido + ou -, + lido!
Ontem fui jantar na casa de Ronaldo Fraga e Ivana, poucos e bons amigos daquele que é o mestre da delicadeza: Fraguinha. Foi tão bom que fiquei até deprimida, de ter que trabalhar tanto e não ter momentos tão gentís como o de ontem. Agradeço aos ceus e a terra por ser uma pessoa que compartilha com a bondade, a inteligência, a delicadeza dos Fraga. Amém!
.
Angela que em 2005 vai dar valor ao que deve ser dado.