Poderia ser em inglês swinging mas não sei se tem o mesmo sentido, ou o duplo como quero, vou verificar com David.
Engraçado que não fiz isso aos 50 anos. Resolvi escolher um número impar, assim com acho que sou.
Várias coisas se repetem quando você chega a uma certa idade: nada de muito novo acontece, apenas algumas constatações. Reencontrar um antigo “amor”, que agora já não faz mais diferença. Apenas a delicada lembrança do ato gentil de alguém abrindo a porta do carro pra você, ou pagando sua conta...Isso é bom, mas já passou. A lembrança do beijo roubado é genial, bom para exercitar a memória, que já cansada não faz muito esforço para lembrar mais. Lembra sim que não foi o seu grande amor.
No suave balanço, um escorregão. Uma querida amiga, que já não te vê como tão boa amiga assim, te despreza e você sabe, lá no fundo, ou na mais simplória e rasteira sabedoria, que sua querida amiga está sofrendo mais do que você e você, nada: balança. Swimming pool.
Você vê que seu grande negócio, é grande, é reconhecido, mas não passa de um filme Noir, assim meio sem recursos e vira cult. Pelo menos algumas pessoas, que por lá passam, aprendem a fazer um bom filme. Mas a verba continua escassa.
Você corre para um lado, corre para outro, às vezes querendo ficar balançando no parque e rindo com suas filhas mas não dá. O balanço agora é outro, na verdade, sempre foi. Mas uma escapadinha não faz mal. Umas cervejinhas no “balaio de gatos”, que é sua vida, sempre faz bem.
Uma roupa nova, a expectativa de ver Drummond “cantado” por Fraga te dão uma amenizada, rápida, mas tensa, o mês de janeiro é lindo apesar do sol e da chuva, afinal é o mês em que nasci, e eu adoro estar viva. Mas ainda não paguei o salário das meninas, o aluguel da sala, do apartamento, as contas que pipocam forever, e o balanço: Que irresponsabilidade ir a um desfile! A matrícula da Uiara ainda não foi feita, o salário da Lud está atrasado. E eu trocando de balanços e voando para São Paulo. Tudo bem, ganhei as passagens de Banis, a roupa de Fraga, mas o balanço parece estar ruindo as cordas, vou aterrissar rápido. Tem que ser. Ninguém mais abre a porta do carro pra mim, muito menos paga minhas contas.
Ainda tem a sensação de estar sendo usurpada duplamente por meus queridos irmãos, não, não é uma alusão ao filme biográfico de Joan Crawford “Mamãezinha querida”. Eu realmente amo o Marco e o Marcelo, ajudei a cria-los. Sei de suas angústias, assim como eles sabem das minhas. Mas o Fábio que sempre foi o mais distante, só geograficamente falando, está fora da carta de baralho que só os dois sabem jogar. Não sei jogar cartas, gostaria de aprender o tarô, mas não lido bem com jogos, apesar de sempre vence-los. Vou ter que ser torre e rainha neste jogo específico.
Ah, ainda tem a tão proclamada saúde que ao brindar desejamos para todos. Remédio para pressão (que pressão!) remédio para emagrecer, para ajudar a pressão, remédio para dormir e parar de pensar um pouco, remédio para artrose da perna, que um dia quebrada nunca mais viu um salto! Andar de salto às vezes faz falta. E uma “fisioterapiazinha” básica. Os dentinhos, esses terão que esperar! É muito homem de branco para eu suportar, prefiro os MIB´s.
Ainda tem uma certa tristeza que o Pipi está passando, e que acaba sendo minha também. Gosto muito deste querido amigo. Tem o “bafo” da Fiat, que é preciosamente amigo, mas que não desocupa a moita e me deixa aflita para realizar mais um “Comida de Buteco”, e tirar um pouquinho o pé da lama.
Ah, o Laminha “sommelier” do Aurora que no dia do meu aniversário, junto com Maurinho levou o Aurora para o Dalva. Acho que é disto que preciso, flores: não uma coroa ou de plástico, flores no meu balanço, para ficar parecendo com filmes americanos, que amo tanto. Salvo Amelie, que é francês e é lindo, assisti de novo com Uiara um dia desses, me alegrou o coração, gostaria de sair do balanço e assistir a mais e mais filmes, como fazia com minha mãe. Alegre constatação de tudo isto é que você tem sempre idade para lembrar de um colinho, no balanço. Vou ouvir Lupicínio mais tarde, na voz de Thedy. Isso também me deixa feliz, afinal, tem um pouco de mim neste disco.
Metida como sou, não preciso de salto para descer dele. Nunca desço do meu salto alto. Vou para o México agora, eu o anão da Amelie, Ui, David , Lud e Bob. Arriba!!!!!!!
Ângela, tentando começar 2005